Como garantir alta disponibilidade no Azure usando Azure Traffic Manager

Você recebeu a missão de migrar suas aplicações para a nuvem e lá vem diversas tarefas que precisam ser feitas: Replicar camada de aplicação, realizar export/import do banco de dados, ou replicar de alguma outra forma para a nuvem, e o principal, atualizar o DNS.

O Azure Traffic Manager apoia neste tipo de solução por facilitar seu gerenciamento de DNS. Vamos entender este serviço pode te ajudar na sua estratégia de migração

Sobre o Azure Traffic Manager

O Azure Traffic Manager é um serviço de balanceamento de carga DNS e ajuda em uma série de funcionalidades, dentre elas:

  • Aumenta disponibilidade de aplicação
  • Melhoria de desempenho de aplicação
  • Permite janelas de manutenção sem downtime
  • Combinar aplicações híbridas
  • Distribuir tráfego para implantações complexas

Métodos de Roteamento

O traffic manager possui métodos de roteamento para atender aos mais variados requisitos. Dentre eles podemos elencar:

  • Prioridade
  • Peso / Ponderado
  • Desempenho
  • Geográfico
  • Vários Valores
  • Sub-rede

Prioridade

No roteamento de prioridade, temos a presença de um endpoint primário e a possibilidade de ter múltiplos endpoints de failover. Cada endpoint deve receber uma prioridade definida por um valor numérico de 1 a 1000, onde o “menor” valor tem a maior prioridade.

Quando o endpoint primário fica indisponível, o traffic manager direciona o tráfego para o primeiro endpoint de failover disponível.

Importante:
o Traffic Manager não encaminha o tráfego, uma vez que o endpoint é selecionado. Ele apenas faz a resolução de nome e após o retorno do endpoint para o DNS reverso, a comunicação é estabelecida diretamente com o endpoint.

Peso / Ponderado

No roteamento ponderado, nós temos como definir um peso para o endpoint, permitindo desta forma que você distribua gradualmente o tráfego entre os endpoints. Cada um deles deve receber um valor numérico de 1 a 1000, onde o maior valor tem a maior peso.

Aviso:
Este método de roteamento só traz benefícios reais quando sua carga de acesso é relativamente alta. Se o seu tráfego for baixo o perfil ponderado pode não distribuir precisamente o peso das consultas.

Desempenho

Diferentemente dos outros métodos apresentados, o roteamento baseado em desempenho funciona com relação à latência, e não necessariamente segue alguma regra geográfica ou de priorização.

Neste caso, O endpoint que oferecer menor latência na consulta DNS será o endpoint selecionado para consumo.

Geográfico

O roteamento geográfico leva em consideração a localidade física do usuário final. Ou seja, sua aplicação estiver distribuída ao redor do planeta, o Traffic Manager irá rotear cada um dos usuários finais em suas geografias.

Aqui é importante frisar que a após a consulta de DNS, o cliente vai se comunicar diretamente com o endpoint. , e não através do Traffic Manager.

Vários valores

Este método de roteamento leva em consideração vários endpoints sendo consultados de uma vez só.

Dentre os métodos apresentados, este é o que oferece maior disponibilidade e menor latência, já que todos os seus endpoints serão consultados ao mesmo tempo.

Por outro lado, já que cada haverá essa consulta massiva, você pode esperar um custo maior para manter este recurso. Isso sem contar o fato de que os únicos endpoints suportados são aqueles com IPv4 ou IPv6.

Sub-rede

O último método que apresentamos aqui é o método de roteamento de sub-rede. Nele, é possível definir, a partir de um intervalo de rede, para qual endpoint o usuário será direcionado. Este método é particularmente útil se você tiver interesse em rotear de forma direcionada dependendo de um ISP específico.

Conclusão

Se tiver interesse em conhecer mais sobre o Azure Traffic Manager e como ele pode ajudar você com a sua estratégia de migração não deixe de conferir:


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Carlos Oliveira

Carlos Oliveira, 25, fundador da página CloudSquad, blog de compartilhamento de conteúdo sobre Cloud Computing onde traz dicas e truques sobre Office 365 e Azure além de ser um hub para trazer soluções práticas para problemas complexos.

Carlos Oliveira
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